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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

FELIZ NATAL E UM ÓTIMO 2010


Foto tirada na Ruta 40, a alguns quilômetros de Bariloche.

DESEJAMOS A TODOS UM ÓTIMO NATAL E UM 2010 REPLETO DE SAÚDE, FELICIDADE, PAZ E A REALIZAÇÃO DE SEUS PROJETOS E SONHOS.

domingo, 20 de dezembro de 2009

A Família aumentou - Os novos descendentes de Arlindo Link

Neste sábado fomos conhecer nossos recém nascidos afilhados: O Bernardo, filho do Beto e da Karen e a Thaís, filha do Nino e da Bibi. ambos nascidos com um dia de diferença. Estas duas figurinhas, junto com a sobrinha Camila, são os netos do vô Arlindo e que darão continuidade a nossa família. Lindos os três:

Thaís, filha do Nino e da Bibi (1 dia de vida)


Bernardo, filho do Beto e da Karen (nascido neste dia)


O Vô Arlindo com seus netos ladeado pelos pais (da esq. para direita: Nino, Arlindo e Beto)


A chefe da nova gangue: Camila: a primeira neta do vô Arlindo

sábado, 19 de dezembro de 2009

Nas Asas do Condor - Uma viagem ao Umbigo do Mundo



Finalmente lançamos hoje, oficialmente, a próxima viagem de Álvaro e Adelaide. "NAS ASAS DO CONDOR - Uma viagem ao Umbigo do Mundo". A logomarca da viagem, transformada em adesivo, que será distribuido a amigos e afixada nos locais por onde passaremos (tradição de motoviajantes) já está pronta, e como vocês podem ver, cheia de significado. Nas Asas do Condor, que ganha link (blog) próprio (ao lado), será uma viagem que pretende nos levar a Argentina, Chile, Bolívia e Peru, e nestes países a lugares surpreendentes, como Passo São Francisco, Atacama (e suas diversas atrações), Titicaca, Macchu Pichu, Nazca e por fim, se possível (trajeto ainda a ser definido), um retorno pela amazônia Peruana, via transoceânica, entrando no Brasil pelo Acre. Uma viagem que está exigindo de nós muito mais equipamentos, preparo e planejamento. Estaremos no link que criamos, postando, na medida do possível, estes preparativos, que podem também servir de apoio a outros motoviajantes. Também lá estaremos postando, como fizemos na Viagem ao Fim do Mundo o relato da viagem. O roteiro terá aproximadamente 15.000 km e deverá ser feito em 30 dias, a partir do dia 5 de Janeiro. A música tema da viagem é de Osvaldo Montenegro e transcrevemos aqui a estrofe que resume o que significa esta viagem:

Quando voa o condor, com o céu por detrás, traz na asa um sonho, com o céu por detrás, voa condor, que a gente voa atrás, voa atrás do sonho, com o céu por detrás.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Expedição Ruta 40 - Capítulo 2

A Expedição Ruta 40 continua. Abaixo o segundo capítulo da série, veiculada na TVCOM (apresentado em dois blocos).
Veja o post anterior sobre a aventura. Lá você também poderá ver o primeiro capítulo da série.




Ducati Multiestrada 1200


Neste sábado fui até a Hypermotos, loja de artigos para motociclistas do Beto Marshal. Conversando com o próprio Beto, ele me comentou da nova sensação no que se refere ao mercado de Big Traill(s) do momento, a Ducati 1200 multiestrada.

Conforme ele, esta nova Big Traill que chega ao Brasil em Julho de 2010, irá renovar os conceitos das montadoras e desbancar marcas famosas como a BMW 1200, que necessáriamente deverá se atualizar. A Ducati 1200 possibilita com um simples clicar de botões ser transformada em 4 estilos diferentes de pilotagem: Urbana, Enduro, Sport e Touring.

Ao chegar em casa, curioso que sou, fui pesquisar. Leia a matéria que extraí do Jornal Cruzeiro do Sul, e logo depois o vídeo oficial de lançamento desta super máquina:

Ducati Multistrada 1200 é muito mais do que um rostinho bonito

A marca Ducati está diretamente relacionada à esportividade. Não apenas pelos diversos títulos já conquistados nos campeonatos de motovelocidade, mas também porque a casa de Bolonha é considerada pelos fãs mais apaixonados como a Ferrari de duas rodas. Surpreendentemente, o fabricante chamou a atenção do público no Salão de Milão, que aconteceu em novembro, não com uma moto de asfalto, mas sim, com sua nova big trail: a Multistrada 1200. Ela foi eleita a motocicleta mais bonita do evento, tem o motor mais potente da categoria, traz tecnologia de ponta e vai ser lançada no Brasil no segundo semestre de 2010.

Apesar de ser uma big trail, a Multistrada sempre veio equipada com pneus de asfalto. Mesmo sua antecessora, a Multistrada 1100, lançada no Brasil no final de 2008, já trazia pneus esportivos, como se estivesse prevendo a nova tendência da categoria. Este segmento vem mudando, principalmente, por causa do tipo de uso dos proprietários, que não parecem dispostos a sujar motos de mais de 200 kg na lama. No Brasil, a renovada Multistrada 1200 vai enfrentar BMW R 1200 GS, Honda Varadero, Suzuki V-Strom DL 1000, Triumph Tiger 1050 e KTM 990 SMT. Mas seu design mais moderno, que mistura detalhes de moto esportiva com big trail, já é um ponto à frente da concorrência. Isso sem falar da bela balança monobraço e do quadro de treliça tubular.

Seu motor bicilíndrico Testastretta é o mais potente da categoria. Herdado da esportiva 1098, ele tem oito válvulas, refrigeração líquida e gera 150 cv de potência a 9.200 rpm e torque de 12 kgfm a 7.500 giros. Para efeito de comparação, a nova BMW R 1200 GS oferece 110 cv. A alta potência deste propulsor está relacionada, em parte, ao comando desmodrômico, que troca o sistema convencional de válvulas com molas por um mecanismo de válvulas interligadas, que evitam a perda de sincronia com os pistões nas rotações mais elevadas.

Disponível apenas na versão S do modelo, este sistema tem quatro opções: Urbana, com potência de 100 cv e suspensão em modo conforto; Enduro, também com 100 cv e suspensão elevada; Sport, com 140 cv e suspensão de comportamento esportivo; e Touring, com 150 cv e suspensão adequada para maior conforto em viagens mais longas em rodovias, com plena carga, levando piloto e garupa. O conjunto de amortecimento da versão S é assinado pela Ohlins, mas na Multistrada mais acessível tem amortecedores Marzocchi de 50 mm na frente e Sachs atrás ambos com 170 mm de curso. O sistema de freios com ABS é da marca Brembo e tem discos duplos de 320 mm na roda dianteira e disco único de 245 mm na roda traseira.

sábado, 12 de dezembro de 2009

A destruição de Montevideo - Ataque de Pânico

O jornal Zero Hora publicou esta semana uma reportagem sobre um curta uruguaio de ficção científica do diretor Federico Alvarez . Postado no Youtube, o vídeo imediatamente se transformou em sucesso absoluto, com milhares de acessos e reproduções em sites e blogs pelo mundo. Ataque de Pânico, o nome do curta de 4:48 min, mostra a cidade de Montevideo sendo atacada e totalmente destruída por robôs alienígenas.

Uma semana depois de postar o vídeo na internet o diretor assinou um contrato milionário com hollywood. Detalhe: o vídeo custou U$ 300,00 e o contrato lhe rendeu U$ 30 milhões.

Assita o vídeo:




Cioccari - Ótima opção para equipamentos de aventura


Adelaide entre o César e a Sirlei (no blacão um pouco dos equipamentos adquiridos)
Os preparativos para a próxima viagem continuam e logo, logo, estaremos postando aqui no blog o projeto (já temos nome, logomarca, adesivo e roteiro). Por enquanto estamos executando o planejamento no que se refere a aquisição de equipamentos: roupas, barraca, sacos de dormir, material para segurança, etc. Nós, que acima de tudo valorizamos qualidade e bom atendimento, encontramos uma loja que além de possuir uma grande grade de produtos para aventura, possui um atendimento exemplar, muito bom mesmo. Falo da Cioccari onde fomos atendidos pelo César (um dos proprietários) e Sirlei, que sabe tudo sobre os equipamentos de aventura. Procuramos muito em Porto Alegre uma loja que pudesse atender nossas necessidades e constatamos que não é fácil. Ou a loja possui os produtos, mas o atendimento é péssimo (E várias são assim = Aliás infelizmente é raro o atendimento não ser ruim), ou o atendimento é bom, mas não encontramos o que precisamos. Para nossa alegria, encontramos esta opção, chamada Cioccari: Ótimo atendimento, boa grade de equipamentos e preço justo. Sempre que somos bem atendindos e encantados pelo atendimento de um estabelecimento comercial, fazemos questão de divulgar no blog, até para servir de apoio a outros aventureiros e motoviajantes, porém quando somos mal atendidos, fazemos questão de nunca mais colocar os pés no lugar que nos proporciona estas desagradáveis horas da verdade e acima de tudo esquecê-lo. A Cicoccari está localizada na A. Carlos Barbosa, 857 - Bairro Medianeira. Seu telefone: (051) 3223-8321.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Expedição Ruta 40

Desde o dia 29 está sendo apresentado na TVCOM um documentário que relata uma viagem efetuada em 12 dias, por mais de 5.500 km pela lendária Ruta 40. A viagem ocorreu em setembro quando os  14 participantes embarcaram as motos em um caminhão até Rio Gallegos (última cidade Argentina, antes da travessia do Estreito de Magalhães e ingresso na Terra do Fogo). De lá, pegaram as motocicletas e pilotaram 150 quilômetros até Cabo Virgenes, ponto zero da Ruta 40. Todas as motos são acima de mil cilindradas. Das 14 motos que largaram, 10 chegaram a La Quiaca, fronteira com a Bolívia. Dois pilotos sofreram acidentes (um deles fraturou a mão esquerda) ainda antes dos primeiros mil quilômetros. Outros dois tiveram problemas mecânicos e também voltaram mais cedo. Mesmo quem chegou, não escapou de pequenos tombos no meio do caminho. Para realizar o sonho de cruzar a Argentina, cada participante gastou cerca de R$ 8 mil. O comboio tinha ainda um carro de apoio, guiado pelo aventureiro Clovis Kalikoski, o Chakal, apresentador do programa a ser exibido na TVCOM.

A Ruta 40 é a mais extensa rodovia Argentina e também é considerada mítica pelos motociclistas, pelas extremas dificuldades que apresenta, especialmente o vento e o rípio encontrado no extremo sul do país. Vencê-la é o sonho de 10 entre 10 motoviajantes.


Localidade de Três Lagos (aqui o diabo perdeu as botas)


A Ruta 40 após a queda e apoio do argentino Sérgio

Nós tentamos enfrentá-la na viagem ao Fim do Mundo, porém fomos vencidos por ela e pelo vento nos primeiros 2 quilômetros. Vale a pena a reprodução do relato deste dia:

O Local: Tres Lagos, após 30 km do trevo de acesso ao povoado de El Chalten, no sopé do pico Fitz Roy = Estamos em uma Estação de Serviço (posto de combustível). Final do trecho asfaltado da Ruta 40. Logo que entramos no posto (já havíamos passado, não o enxergando pois ele se localiza afastado da rodovia), vimos duas motos Transap estacionadas sendo abastecidas, em uma delas um americano que falava português na outra um casal de americanos (estes nao falavam qualquer palavra em português). O primeiro, que falava português, muito cansado. - De onde vens, perguntei, ja sabendo da resposta, pois o vi passar quando sem querer passei pelo posto. Respondeu: - da Ruta 40, de Bariloche. E eu imediatamente: - Como ela esta? - Horrível, respondeu, continuando, - muito e muito vento, vento forte e um rípio alto entre os trilhos de automóveis, e completou - Esta muito perigoso. Precisa muita forca para manter a moto nos trilhos e nao descontrolá-la para que nao mergulhe no pedregulho formado pelo trilho dos autos. A altura do leito entre os trilhos é de 30 cm ou mais em alguns locais. Levei 4 horas para percorrer 180 km, todo ele ruim. Antes (para nós seria depois) ele esta melhor. Além disto muitas costeletas nos trilhos. Como se não bastasse a via estar péssima, o vento atua de forma intermitente, e volta e meia largando fortíssimas rajadas. Abastecemos as motos, o vento intensificando e nossa preocupação aumentando. Estavamos ali em um dilema, retornar os 150 km ate El Calafate e se dirigir a Rio Gallegos e após subir a ruta 3, ou continuar , sofrer e enfrentar esta adversidade???? Resolvemos, em comum acordo, depois de alguma discussão prosseguir pela ruta 40. Péssima idéia. Antes de sair o americano alerta: muito cuidado, esta muito perigoso mesmo. Vão com cuidado e tomem muita água no caminho. Ao saírmos uma camionete vem trazendo carregada em sua carroceria o 4° membro da equipe (a moto estragada e o piloto acabado). Não aguentou a ruta 40. Seguimos temerosos e o vento fortíssimo pegando no costado. Entramos na ruta 40, devagar e eu extremamente tenso tentando manter a moto nos trilhos. Vou seguindo, inicialmente 40, 50, 60 km/hora e então uma forte rajada de vento já nos 2 km percorridos nos joga para o meio do trilho onde o pedregulho forma montes de 30 cm e a moto se descontrola, eu acelero e dá-se o acontecido: a moto derrapa e faz um zerinho atirando eu e Adelaide um ou dois metros longe. Assim como caímos nos levantamos (tudo extremamente rápido). Eu apavoradíssimo com a possibilidade de a Adelaide ter se machucado, porém averiguações feitas, nenhum arranhão em ambos. Tudo bem com a gente. Agora era verificar a moto que recém abastecida expelia pelo suspiro gasolina. Ficou virada e deitada no sentido contrário (pela derrapagem que formou um zero). Um dos alforjes arrebentou sua cinta que o segura no suporte. No mais tudo bem. Um Argentino, que recém havia passado por nós, viu que estávamos em maus lencóis, e deu marcha ré em sua camionete. Veio ver se havíamos nos machucado e vendo a dificuldade de erguer a moto, nos ajudar a levantá-la. Com muito esforço, pois erguemos ela contra o vento, colocamos de pé. Por incrível que pareca e pela proteção dos alforjes nenhum arranhão na Catarina, somente o pé da embreagem entortado. Será que algum problema mecânico poderia ter ocorrido com a queda? Bati o arranque e nada, acho que estava afogada. Bati novamente e nada. Definitivamente afogada. O vento mal nos deixava de pé. Esperei um pouco e bati novamente o arranque e finalmente ela ligou. Agora averiguar se as marchas funcionavam. Incialmente me pareceu difícil, pois a alavanca estava completamente torta, fora de sua posição para uma debreagem tranqüila, mas após algumas tentativas, averiguei que estavam funcionando. Preciso aqui agradecer ao amigo Argentino (se não me engano seu nome é Sérgio) que tão prestimosamente nos ajudou. Agora o desafio era sair daquele rpio, pois se antes estavamos em um dilema, agora tínhamos uma certeza: nao prosseguiríamos pelo rípio. Que encreca que nos metemos. Pela adrenalina, pelo vento, os 2 km de retorno foram para mim os mais longos de toda a viagem. Finalmente conseguimos alcançar o asfalto. Vale aqui a importante observação que principalmente pelos equipamentos como roupas de cordura com proteções nas articulações, botas e luvas, nada sofremos (Somente a bota da Adelaide foi um pouco mastigada, mas, como disse ela nada sofreu).

Para assistir ao primeiro capítulo você pode acessar o site do Chakal ou clicar no link abaixo:

Capitulo 1: Expedição Ruta 40

Também estou postando (abaixo) a entrevista concedida pelos organizadores da expedição a TV COM, no programa falando de Tânia Carvalho:





Um interessante blog que relata a viagem e traz outras informações é o seguinte:


Próximos programas: dia 13 e  20 de Dezembro, na TVCOM, canal net 36, as 20:00hs

Para assistir ao vivo o programa nestes horários clique aqui

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

4º Abraçando o Litoral Norte 2009




O 4º Abraçando o Litoral Norte 2009 acontece dia 05 de Dezembro em Tramandaí/RS.

Tramandaí(1) - Cidreira(2) - Balneário Pinhal(3) - Capivarí do Sul - Osório(4) - Arroio do Sal(5) - Torres(6) - Capão da Canoa( 7) - Xangri-Lá (8) - Imbé(9) - Tramandaí(10).

Mais Informações:

Bagé Moto Encontro Integração 2009


 
Confirmado o Bagé Moto Encontro Integração 2009, em Bagé – RS – Brasil, dias 04, 05 e 06 de dezembro.
Shows, bandas, churrascada, um carreteiro gigante para 1500 pessoas promovido pela Associação dos Arrozeiros de Bagé, muita gente, muita motocicleta !!!
Recepção nos três acessos principais da cidade, com estrutura e orientação ao local do evento.
Sexta à noite os primeiros 100 litros de cerveja grátis !!!
Almoço, jantar e café da manhã gratuitos para os motociclistas !!!

domingo, 29 de novembro de 2009

Livros adquiridos na 55° Feira do Livro de POA


A feira do livro terminou. Aproveitamos para renovar nosso acervo. A Adelaide enloquece, pois eu sou meio descontrolado (consumista mesmo) quando se trata de livros e portanto acabo estrapolando o orçamento. Adquirimos as seguintes obras:

1 - Na Garupa de um motociclista... Até o fim do mundo, de Antonela Siqueira Catania: Livro, já comentado neste blog. Trata-se das impressões da garupa em uma viagem do casal até o extremo sul de nosso continente a bordo de V-Strom 1000. Livro sensível e com uma visão diferente: o da garupa.

2 - Vietnã Pós-Guerra, de Airton Ortiz: Livro, também já comentado neste blog, que descreve a viagem deste reporter, durante quase 60 dias pelo sudoeste Asiático, onde visitou o Camboja, a Tailândia, Laos e o Vietnã.

3 - Terra Sem Fronteiras: Do Sul do Brasil ao Alasca, de Joyce e Cláudio Guimarães: O relato, amplamente ilustrado com belíssimas fotografias da viagem do casal de Jaraguá do Sul, Santa Catarina a Prundhoe Bay no Alasca a bordo de um Land Rover Defender 90.

4 - Challenging your Dreams, uma aventura pelo mundo, de Grace Downey e Robert Ager: Um belíssimo livro que relata a viagem de 3 anos ao redor do mundo a bordo de uma Land Rover Defender 110.

5 - A volta ao mundo em 80 dias, de Julio Verne: Ficcionista francês que instiga a mente de quem tem no sangue a aventura. Autor também de viagem ao centro da terra e vinte mil léguas submarinas.

6 - Viajante Solitário, de Jack Kerouac: textos autobiográficos do autor, que nos conta de suas viagens pelo mundo. O autor também é famoso pelo livro On the road.

7 - 50 Maratonas em 50 dias, segredos que aprendi correndo, de Dean Karnazes: Ultramaratonista, referência no mundo das corridas, que relata seu último grande desafios: correr 50 maratonas em 50 dias consecutivos = um maluco. Já li seu livro anterior: o Ultramaratonista e recomendo. Lições de superação.

8 - Paisagens perdidas, de Jayme Caetano Braun: Poesias e prosas de um dos mais famosos pajaeadores do Rio Grande.

9 - Lendas Gáuchas, da RBS produções: 35 histórias com origem no imaginário popular rio-grandense.

10 - Guia do Peru, publicado pela Folha de São Paulo: Guia visual, muito bem ilustrado sobre o Peru.

11 - Guia da Bolívia, da Rough Guide, traduzido pela Publifolha: Um dos poucos guias encontrados no mercado sobre a Bolívia.

Enfim, muitos livros, muitas histórias inspiradoras. Vocês podem notar pelas obras adquiridas onde buscamos inspiração para nossas viagens e também já damos algumas pistas do que um dia pretendemos fazer...

Quando denominamos nosso blog de Álvaro e Adelaide mundo afora, estamos dizendo que viajamos também pelo mundo através dos olhares e impressões de outras pessoas que nos brindam com seus relatos. Mundo afora também é viajar através dos livros.

Equipamentos do Manivela


Na foto: Eu e Manivela (gente finíssima este Manivela)

Estamos passando por uma fase alucinada de trabalho, o que está me impedindo de atualizar com mais freqüência o nosso blog. Logo estaremos lançando por aqui o projeto de nossa próxima viagem. Por enquanto preparativos. Começamos o planejamento tarde e por isto alguns acumulos de tarefas. Escolha de roteiro, relação de equipamentos, organização dos aspectos burocráticos, enfim... Esta parte também é tão boa quanto a viagem propriamente dita. Escreverei mais a respeito em futuros posts.

Entre as tarefas de planejamento está o equipamento. No final de semana passado fui para Pelotas equipar a moto com as invenções do Manivela. Instalei os seguintes equipamentos:


1 - Suporte Side Case Falcon: Suporte para acoplamento de bauletos laterais da GIVI. Com ele posso acoplar um baú lateral E21 (21 litros) ou um E41 (41 litros). A idéia  é buscar um E21 pois o E41 é muito grande, diria que para a Falcon, exageradamente grande, além do preço proibitivo. O E21 é o mesmo tamanho dos atuais alforjes que nos acompanharam para Ushuaia. Vocês devem estar se perguntando porque da substituição? É que em uma longa viagem ao meu ver, é fundamental a praticidade de carregamento da moto. Em uma viagem de moto já existe a parafernália de equipamentos e roupas especiais que nos tiram a mobilidade. Quanto mais prático for a montagem da bagagem, melhor a moral da equipe. E os baús laterais trazem isto. Basta um clique e os volumes estão acoplados. Sem falar da vedação e impermeabilidade. O alforje é um bom equipamento, mas para no máximo viagens de poucos dias. Umas das coisas a que me propus no decorrer da viagem ao Fim do Mundo (itens a serem melhorados) era a de instalar na Catarina suportes para baús laterais. Faltam agora os baús. O Suporte criado pelo Manivela é de uma qualidade excepcional.



2 - Cavalete Bi-lateral Falcon: Criado também pelo prof. Pardal do Motociclismo (Manivela), substitui o pezinho original, serve para apoiar a moto e ergue-la, pois transforma-se em um cavalete, deixando ao acioná-lo os pneus da moto erguidos. De uma utilidade tremenda em viagens, pois permite com facilidade a lubrificação da correia, e em caso de reparos como conserto do pneu o seu fácil manuseio. Certamente se o tivesse na Patagônia não teria por mais de uma vez, visto a moto cair com a força dos ventos Patagônicos. Recomendo para os Falqueiros o uso do cavalete. Dêem uma olhada no vídeo que demonstra a instalação do equipamento:



3 - Suporte pedaleira para Falcon: Em longas viagens em velocidade de cruzeiro é super útil um suporte para mudarmos eventualmente a posição das pernas. Auxilia em muito na circulação sanguinea e no conforto do piloto.

Enfim, para quem não conhece o Manivela e seus produtos, especialmente a sua exclusiva e patenteada criação, o cavalete bi-lateral, confira o site da empresa. Seus equipamentos são de Motociclista para motociclista, pois além de tudo ele é Motoviajante.

sábado, 14 de novembro de 2009

Mineiro completa viagem dos EUA ao Brasil de Motocicleta

Sem GPS, Jorge Lauriano atingiu o objetivo e já planeja futuras aventuras.
Uma motocicleta, uma barraca e um mapa. Estes foram os companheiros do mineiro Jorge Lauriano durante a longa jornada que iniciou em Ohio e acabou em Ipatinga (MG). Acostumado a aventuras, ele agora planeja ir para o Alaska. De motocicleta, obviamente.
Segundo o News Herald, ninguém acreditava do que Jorge Lauriano seria capaz. Mas o proprietário do Luchita’s Restaurant, localizado na cidade de Mentor, provou justamente o contrário. Com a Kawasaki KLR650 de cor vermelha pronta no dia 8 de junho último, começava o grande desafio do brasileiro.
Morador da área de Cleveland desde 1998, Lauriano veio aos Estados Unidos para dar maiores oportunidades à família. Amante confesso de tudo o que é mais difícil, Lauriano não se deixou abater. Em 2005, caminhou 200 milhas no famoso Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha. Desta vez, as pernas foram substituídas pela ‘motoca’.
“Um carro é fácil. Que tal uma moto?”, perguntou ele, sem medo de enfrentar o desconhecido. A coragem foi tanta que Lauriano nem quis se valer de um GPS ou de um simples telefone celular. Para o aventureiro de carteirinha, bastaram os bons e velhos mapas.
Início da viagem: foi dada a partida de Mentor rumo a Laredo, no Texas. A cidade é usada como destino de muitos imigrantes que fazem a perigosa travessia do deserto do México. Sem ter mais terra firme no Panamá para desbravar estradas, Lauriano teve um atraso inesperado de cinco dias no país, enquanto procurava por uma linha aérea confiável para seguir com a moto até a América do Sul. Não deixou de ser um susto. Afinal, um fim prematuro para a aventura não era o que o mineiro esperava.
Depois de descer do avião, Lauriano se deparou com outro obstáculo: precisou pagar propina para desonestos agentes das fronteiras, os quais colocavam empecilhos para que ele seguisse viagem. Totalmente contra o método, Lauriano não viu outra alternativa a não ser o pagamento de $5 ou $10 para não ter que aguardar longas horas.
Pronto para outra:
Preocupado com a própria segurança e da Kawasaki, dormiu em hotéis. “Sem minha moto, não tem viagem”. Apesar de estar rondado pelo perigo, Lauriano não deixou de aproveitar tudo o que pôde quando passou pela Guatemala, El Salvador, Honduras, Nicarágua e Costa Rica. Evitou de propósito as grandes cidades e pegou carona pelas trilhas de pequenos vilarejos. “Gostei das características locais e é mais seguro”.
Na chegada à Ipatinga natal, muitos risos numa alegre reunião de família. As lágrimas de felicidade de Lauriano contrastaram com o precioso momento. “Chorei muito. Não conseguia acreditar. Às vezes não consigo acreditar”. São e salvo, sem acidentes ou ameaças à própria vida, Lauriano rodou cerca de 11 mil milhas divididas em 12 horas por dia de viagem. Para isso, pagou um total de $900 de gasolina. 
A funcionária e também amiga Gleicy McFeely relembra o quanto a esposa de Lauriano, Imaculada, ficou apreensiva com a falta de notícias durante alguns dias. “A falta de informação nos deixou loucas, mas sabíamos que era o sonho de Jorge, e que tudo iria bem. ... Quando ele voltou, a face dele se iluminava cada vez que falava da viagem”, disse Geicy.
Mal terminou a aventura e Lauriano já pensa na próxima. Pretende no futuro ir ao Alaska, e novamente ao Brasil. Sempre de moto. O maior desejo, segundo ele, é que estas viagens sirvam de inspiração para os outros. “Às vezes você senta numa cadeira e diz que os outros podem fazer, mas eu não – mas eles podem. Sempre há problemas que você precisa enfrentar. Você não pode se deixar abater por eles”.

Fonte: Extraído do site Comunidade News

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Rafting - Desafios da Natureza


Na semana passada divulguei que estariamos participando dos Desafios da Natureza, através da descida das corredeiras do Rio Paranhana, de Rafting. Pois bem: Selecionei algumas fotos para mostrar um pouco da programação, que para mim foi muito diferente. A adversidade exatamente não foi a descida do rio, que como já havia mencionado no post anterior é de nível leve a moderado. A adversidade ficou por conta da chuva. Choveu muito e vencer a preguiça e se desvincilhar do conforto do lar para enfrentar muita chuva, frio, lama e água, descendo o rio a noite é que foi dureza. Mas, vencido o adversário preguiça, estando lá, não nos arrependemos, muito antes pelo contrário, foi ótimo. Nos divertimos bastante. Ano que vêm se Deus quiser estarei lá novamente.
Para saber mais sobre a cidade de Três Coroas (onde fica o Parque das Laranjeiras, como faço para fazer um rafting, como chego no templo budista, e outras informações), leia o post do blog Coisas da Ane, que coincidentemente fala de suas andanças por lá e nos alcança muitas dicas e orientações para quem quiser conhecer a região.

Da série: O Idiotismo - Descriminação com Motociclista

Lendo o Jornal do Comércio de hoje (09/11/09) me deparei com um fato, relatado por um leitor deste jornal que pode ser classificado na categoria imbecilismo ou idiotismo. Pois vejam os senhores que o repórter e relações públicas Maurício Castro Pinzkoski foi, por força de seu ofício, cobrir um evento na Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul. Ocorre que o Maurício é também motociclista e faz o seus deslocamentos de motocicleta. Ao chegar a Assembléia, no estacionamento destinado a imprensa, foi barrado pelo segurança com a justificativa de que o estacionamento somente era destinado a carros. Vejam só os senhores(as): é ou não uma idiotice, um preconceito, uma burrice???

A notícia vem da própria mão de Maurício que relata o fato na página 4 do Jornal do Comércio na coluna palavra do leitor, que transcrevo na íntegra:

Imprensa sem moto

Por que discriminar assessores de imprensa com carros daqueles com moto? Sou assessor de duas respeitáveis instituições gaúchas. Na quinta-feira, dia 5/11/09, uma delas promoveu um evento na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul. Como imprensa, tenho acesso a alguns lugares e em especial aos estacionamentos. Para minha surpresa, nessa ocasião, fui estacionar  minha moto e aí surgiu a discriminação (antes fiquei do lado de fora sendo agraciado pela chuva). "Não há vagas para motos da imprensa nesse local". impõe o segurança. Então volto a questionar: a imprensa de carro pode? De moto, não? Está mais do que na hora de conceitos serem revistos e modificados positivamente. A intenção aqui é alertar para esse descaso com meios (motos ou não) que servem para comunicar ao povo. (Mauricio Castro Pinzkoski, relações públicas - mauricio@age-comunicacao.com)

Com a palavra a nossa AMO/RS (Associação dos Motociclistas do RGS), que sem dúvida deve e certamente fará, um ofício a Assembléia Legislativa do estado questionando sobre este flagrante desrespeito aos motociclistas.

Valeu Mauricio por não se calar frente a esta arbitrariedade. 

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Transoceânica - Relato de Cícero Paes - Parte Final

Passado esse susto, procuramos nos alimentar precariamente e se acomodar na pousada, cujo preço era estipulado pela quantidade de camas existentes no quarto. Considerando que haviam 4 no mesmo quarto, necessitamos pagar por todas, caso contrário teríamos que dividir o mesmo espaço com mais dois nativos que insistiam em utilizar as camas adicionais. O que para nós parecia um absurdo, para eles era algo normal, afinal, estávamos “noutro mundo”.

Talvez devido a altitude, minha mulher não passou bem à noite, o que motivou-nos a contratar o mesmo furgão para nos transportar com moto e tudo nos últimos 80 quilômetros de estradas precárias que faltavam para chegar ao tão esperado asfalto que leva a Cusco. Assim fizemos esse trajeto, apesar da moto mal caber no furgão, apreciando a bela paisagem que liga Ocongate a Urcos, enquanto comíamos as últimas bolachas.

Trata-se de um trajeto de grandes altitudes e, logo de saída, numa curva acentuada, avistamos um caminhão tombado, com uma vítima fatal que ainda se achava no local. Fiquei pensando nos lugares extremamente perigosos por onde passamos, chegando a conclusão de que nada acontece na véspera, apenas no dia predestinado.

Seguimos adiante por uma estrada tão péssima quanto aquelas que já havíamos percorrido, porém apreciando belos picos nevados ao longo do horizonte, lhamas, nativos andinos com seus trajes típicos multicoloridos e pequenos “pueblos” com casas erguidas à base de uma espécie de tijolo de barro. Pudemos perceber que os nativos dessa região vivem basicamente com os recursos da terra, pois quase nada é industrializado, inclusive o material de construção de suas habitações.

De uma altitude aproximada de 4.000 metros, avistamos a cidade de Urcos, e iniciamos um longo trecho em declive serpenteando a montanha, até chegar ao excelente asfalto que leva até Cusco.

Desembarcamos a moto do furgão, abastecemos e iniciamos o percurso em asfalto, coisa que, agora sim, valorizávamos como nunca. Cheguei de fato a conclusão de que meu negócio é asfalto, e ainda mais convicto de que moto combina mesmo é com boas estradas, sol e calor e não com estradas ruins, chuva e frio. (...)

E a viagem do Cícero acompanhado de sua esposa e garupa seguiu, e eles alcançaram os seus objetivos (Machu Picho, Titicaca e Atacama) que hoje estão registrados no livro Saindo do lugar comum.  Agradecemos ao Cícero que nos brindou com esta emocionante história.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Desafios da Natureza - Três Coroas


Bom gente. Este final de semana (6,7 e 8 de Novembro) a aventura e a adrenalina estão garantidas, pois estarei participando dos "Desafios da Natureza", um evento que tem por objetivo integrar esporte, homem e natureza. O desafio será realizado no Parque das Laranjeiras na cidade gaúcha de Três Coroas.

Os esportes que estarão em disputa são:

- Rafting (Sprint e descida);
- Canoagem (Slalom e Rodeio);
- Mountain Bike (Trip Trail, Downhill e Four Cross);
- Corrida de Aventra.

E adivinhem em que modalidade eu fui me inscrever ???? Certamente em um daqueles lapsos de juízo perfeito, que eventualmente somos acometidos, fui aceitar participar do rafting. E tem mais: O Rafting será feito em duas provas, uma normal, durante o dia e outra noturna. Vai saber onde é que eu estava com a cabeça quando aceitei participar...!!!????

Brincadeiras a parte, será tranquilo. Já desci as corredeiras do Paranhana que apresentam um nível moderado para leve de dificuldade, portanto será a maior curtição.

Estarei participando de uma das equipes da Academia Energia Vital da cidade de Taquara, liderados pela Raquel e pelo Guilherme, casal proprietário da Academia e seres humanos especiais = gente do bem.

Na próxima semana postaremos as fotos do evento.

Transoceânica - Relato de Cícero Paes - Parte 4

Iniciamos o 11º dia da viagem, partindo cedo de Quincemil e, logo, levamos mais um pequeno tombo. As condições da estrada pioravam cada vez mais, com muita lama, grandes pedras redondas e grandes valas, não permitindo velocidade acima de 20 km/h.
A estrada começava a serpentear belas encostas, iniciando a subida da Cordilheira, a qual não podíamos apreciar muito bem, pois a atenção com a estrada era prioritária.
Até então levávamos o galão adquirido em Rio Branco completamente vazio, uma vez que, basicamente, sabíamos os locais de possíveis abastecimentos, além de evitarmos sobrecarregar ainda mais a moto. Dessa vez, considerando as informações do nosso precário mapa, deveríamos abastecer 80 quilômetros adiante num “pueblo” denominado Marcapata, situado numa altitude média de 3.000 m.s.n.m. (metros sobre o nível do mar). Qual não foi nosso espanto ao constatar que nesse local não havia combustível! O negócio era seguir adiante e ter fé para que no próximo povoado existisse o precioso líquido.
Após alguns quilômetros inicia-se forte subida pela encosta da Cordilheira, onde avistamos as primeiras Lhamas. Olha-se para o lado, precipícios, olha-se para o outro, picos cobertos pelas nuvens.
Por sua vez, quanto mais alto, mais intenso era o frio, agravado pelas nossas roupas ainda úmidas do dia anterior, ficando ainda mais molhadas, pois começávamos a ficar no mesmo nível de algumas nuvens e com visibilidade cada vez pior.
Não era só isso. Surgem esparsos flocos de neve, piorando a sensação de frio e a moto começa a falhar, afinal estávamos ultrapassando 4.000 metros de altitude. Sentíamos, também, pela primeira vez o famoso “Soroche” ou “Mal de Puna”, no linguajar dos habitantes andinos, ocasionado pela falta de oxigênio nas grandes altitudes, mesmo havendo tomado chá de coca ao iniciar a subida e ingerido remédio que levávamos para auxiliar nesse mal estar.
Finalizando, ao atingir a parte mais alta, um local denominado Abra Hualla Hualla, situado a 4.760 metros de altitude, ao parar frente a uma espécie de capela onde os viajantes acendem velas pedindo proteção, simplesmente deixei a moto cair, pois não tinha forças suficientes para manter o equilíbrio da mesma.
Estávamos completamente congelados e debilitados. Pela primeira e única vez senti certa preocupação, afinal, além de toda a situação descrita, nosso combustível estava praticamente na reserva.
Acredito que nosso Anjo da Guarda deu uma forcinha dessa vez. Com certa dificuldade, aquecemo-nos precariamente nas velas acesas, torcemos as meias que estavam totalmente molhadas e fizemos alguns movimentos com os pés e mãos para ativar a circulação, iniciando a descida, tão perigosa quanto a subida.
Após aproximadamente 40 quilômetros andando na reserva do combustível, ao encontrar alguns casebres resolvi parar, pois se continuasse com certeza ficaria no meio do caminho.
Quase que imediatamente surgiu um furgão diesel que levou-nos até um “pueblo” denominado Ocongate, distante apenas 10 quilômetros do local onde havíamos deixado a moto. Adquiri combustível, deixei minha mulher numa pousada similar a anterior e retornei com o mesmo veículo para abastecer a trazer a moto.

Continua no próximo post, não percam.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Transoceânica - Relato de Cícero Paes - Parte 3

Registramos nossa passagem pela cidade, inserindo um adesivo do nosso Moto Clube no Hotel.

Devidamente refeitos após um dia de descanso esperando a chuva passar, partimos cedo de Puerto Maldonado, com forte neblina na primeira hora, a qual, associada à poeira, deixava a visibilidade bastante prejudicada.
No início a estrada era razoável, permitindo manter entre 60 e 80 km/h. Após 143 quilômetros, chegamos ao “pueblo” Mazuco, a partir do qual a estrada começava a mostrar sua verdadeira cara, com pedras redondas, cada vez maiores. Para piorar, começava a chover.
Sempre na esperança de tratar-se apenas de uma chuvinha, quando percebemos estávamos com as roupas de couro totalmente encharcadas, enquanto que as roupas de chuva permaneciam secas e guardadas.
Em função da chuva, nas partes baixas, enormes poças d’água barrenta que pioravam ainda mais nossa situação, pois tínhamos que cruzar com o acelerador a toda, torcendo para não encontrar uma grande pedra ou buraco no fundo. Em alguns trechos, as valas feitas pelo peso dos caminhões de carga chegavam a quase 1 metro de profundidade e, nas baixadas, ficavam encobertas pela água da chuva. Num desses locais levamos nosso 3º tombo, desta vez machucando de leve a perna da minha companheira.
A sujeira era tanta que não haviam condições ou ânimo de fotografar partes desse trajeto, o que foi uma pena, pois após superar determinados obstáculos, chegávamos a duvidar de que o tivéssemos feito. (...)
Como ponte é algo pouco utilizado nesse trajeto, em pequenos riachos (alguns não tão pequenos assim), minha companheira cruzava antecipadamente a pé, procurando demarcar o local por onde eu deveria seguir com a moto. Numa dessas ocasiões, deixei a moto na margem, seguindo com os alforjes às costas, caso contrário a água os inundaria, e ao cruzar o rio levei o maior tombo ao tropeçar numa pedra submersa, o que resultou infrutífera minha pretensão de mantê-los secos. Uma pena a cena não ficar gravada em vídeo, pois a filmadora havia se danificado um pouco antes.
Ao entardecer, após percorrer um trecho inferior a 200 quilômetros, chegamos ao “pueblo” Quincemil, onde abastecemos e fomos à única pousada existente, uma verdadeira espelunca, buscar um pernoite. Como sempre, iniciávamos uma tentativa de limpeza das roupas e acessórios, dessa vez extremamente molhados, a fim de possibilitar condições mínimas de manuseio no dia seguinte. (...)
Continua no próximo post, não percam.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Vietnã Pós-Guerra - Airton Ortiz


Luiz Antônio Ferreira - fotógrafo da expedição, Airton Ortiz - autor e Adelaide

Estivemos hoje na sessão de autógrafos do jornalista e escritor Airton Ortiz, autor de diversos livros com relatos de suas viagens e aventuras, gênero denominado jornalismo de aventura, onde o autor é ao mesmo tempo repórter e protagonista da reportagem. O seu último livro, objeto da sessão de autógrafos refere-se a sua penúltima viagem ocorrida entre Junho e Agosto de 2008 ao Vietnã. O livro cujo título é "Vietnã Pós-Guerra" é sua 10° obra publicada na coleção Viagens Radicais da editora Record. Conforme Airton que já fez de tudo e conheceu diversos lugares "- foi uma das maiores aveturas que já enfrentei".

Ainda não conhecia Airton Ortiz, somente pela sua fama e por ouvi-lo eventualmente em alguma reportagem ou entrevista. É nosso vizinho, pois é morador da zona sul de Porto Alegre. A sessão de autógrafos foi precedida de uma palestra do Airton, com a apresentação de imagens da viagem, feitas pelo fotógrafo e jornalista Luis Antônio Ferreira, que também tivemos o privilégio de conhecer e saber que é um motociclista.

Ambos, figuraças. Valeu muito conhecê-los.

Quem quiser maiores informações sobre o Airton, seus livros e andanças conseguirá no site do autor www.airtonortiz.com.br

Transoceânica - Relato de Cícero Paes - Parte 2

Seqüência do relato de Cícero Paes, quando em 2002 percorreu a hoje conhecida transoceânica, retirado do seu livro, Saindo do Lugar Comum:

Anoitece. A visibilidade fica prejudicada em função da poeira e dos insetos que batem constantemente na viseira. De repente um novo tombo, desta vez por não perceber alguns torrões de barro endurecidos que desviaram a roda dianteira. Felizmente nada de grave, pois a velocidade continuava baixa, bastando levantar a moto, localizar na escuridão os alforjes laterais de couro que caíram e seguir adiante.

Chegamos às margens do Rio Madre de Dios, onde embarcamos numa balsa precária que leva à cidade de Puerto Maldonado no outro lado, parecendo tatus ao saírem de uma toca, tal era nosso estado de sujeira devido a poeira acumulada nos 220 quilômetros percorridos desde a fronteira Brasil – Peru.

Imediatamente pedimos informações de hotel e procuramos buscar aquele que oferecesse melhores condições de habitação, pois estávamos exaustos. Tínhamos informações sobre um bom hotel nessa cidade, porém as anotações estavam no fundo dos alforjes e não lembrávamos do nome. Por uma feliz coincidência o hotel escolhido era exatamente esse (Cabaña Quinta), cujo proprietário é um velho conhecido do nosso contato, via internet, no Acre.

O dia seguinte amanheceu chovendo, de forma que, como ainda tínhamos pela frente aproximadamente 450 quilômetros de estradas não pavimentadas, cujas informações eram que, mesmo sem chuvas, seriam piores que o trecho já percorrido, resolvemos não arriscar. Aguardamos um dia na cidade, com a esperança de que o tempo melhorasse, aproveitando esse tempo para, além de descansar, fazer câmbio de moeda, tentar uma limpeza mediana das roupas, moto e acessórios e dar umas voltas pela cidade a bordo de um “motocar”, que nada mais é que uma moto de 125 cilindradas (normalmente bastante velha) com duas rodas na traseira, que tem a função de táxi.

Puerto Maldonado apesar de ser uma cidade pequena, oferece condições razoáveis aos turistas, como hotel, agência bancária, internet, etc. Nossa estadia nessa localidade foi extremamente agradável, principalmente pelo fato de havermos travado amizade com o proprietário do hotel, pessoa muito simpática e cheia de boa vontade para conosco, providenciando, inclusive, um mapa que nos faltava do trajeto Puerto Maldonado – Cusco.

Continua no próximo post, não percam.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Transoceânica - Relato de Cícero Paes - Parte 1

Lendo o livro do Cícero Paes, Saindo do Lugar Comum, os trechos de seu livro que mais me impressionaram e despertaram grande curiosidade foi o trajeto que separa o Acre no Brasil a Cuzco no Peru, rodovia hoje batizada de transoceânica. Hoje a rodovia está sendo pavimentada, porém o Cícero a percorreu em Abril de 2002, sob condições extremamente adversas e com equipamentos ainda limitados, como roupas de couro, enfrentando chuva, frio, altitude e uma estrada do inferno.

Vale à pena a reprodução de parte do relato deste grande aventureiro:

Procuramos o caminho que leva à fronteira e, para a nossa surpresa, deparamo-nos com a ribanceira do pequeno Rio Acre. Imediatamente acreditamos haver tomado a estrada errada, pois parecia-nos impossível continuar. Entretanto fomos orientados por canoeiros que se achavam dentro d’água, a desviar a moto pelo flanco do barranco e chegar às margens do rio.

Começava nossa verdadeira aventura!

A travessia do Rio Acre, que divide Brasil e Peru, como já era de nosso conhecimento, somente foi possível, através da colocação da moto sobre um bote. Apesar de cientes dessa primeira adversidade, a situação inusitada, deixou um misto de perplexidade, frente a precária situação.

No pequeno “pueblo” do lado peruano, Iñapari, acha-se a aduana onde iniciamos os trâmites de nosso ingresso naquele país.(...)

Iniciamos um novo trajeto em estrada de terra, normalmente em más condições, porém com alguns trechos razoáveis, dando para manter uma média entre 40/50 km/h. Após 50 quilômetros, paramos num “pueblo”, denominado Ibéria, para abastecer a moto (...)

Logo após essa localidade fomos “batizados”, ou seja, levamos nosso primeiro tombo ao entrar mal numa pequena ponte. Poderia ser pior se a velocidade fosse maior, uma vez que a mesma nem proteções laterais possuía. Mal sabíamos que ponte nessa região é artigo de luxo. Puerto Maldonado, onde pretendíamos pernoitar, ainda estava a 150 quilômetros e, como a velocidade era muito baixa, percebemos que chegaríamos à noite.

Continua no próximo post, não percam.

Na Garupa de um Motociclista... Até o fim do mundo.


Na foto da esquerda para direita: Marcos, Álvaro, Antonella (sentada), Adelaide e Renato Lopes

Ontem, 1 de Novembro, foi um dia muito especial para nós, pois pudemos reencontrar o casal de amigos Marcos e Antonella,  por ocasião do lançamento do livro de Antonella "Na Garupa de um Motociclista...Até o Fim do Mundo", na feira do livro de Porto Alegre. Lá também tivemos o prazer de conhecer pessoalmente outra grande figura do mundo da motoviagem, o experiente motociclista, gaudério Renato Lopes, figura finíssima, gentil e de uma humildade exemplar, principalmente em se tratando de um aventureiro com um curriculo invejável de viagens e com muitas histórias para contar. O Renato também é escritor e autor do livro Motociclistas nas Rutas do Cone Sul, que também muito nos auxiliou(a) no planejamento de nossas viagens. O dia ecerrou com um jantar que reuniu na mesa diversas pessoas e tribos compondo uma mesa eclética formada por gente do bem. Muito bom conhecer e colecionar amigos.

O livro de Antonella promete. Com uma visão inédita, a da garupa, e com a sensibilidade e veia poética da autora, estamos diante de mais uma obra que cativará não só o público motociclista, pilotos e garupas, mas também quem gosta de uma boa leitura, com qualidade, informação e sensibilidade.

Transcrevo um trecho do prefáciador da obra, Renato Lopes:

"Na Garupa de um Motociclista... Até o fim do mundo", o relato da Antonela Catania, uma médica e motociclista que, na condição de garupa, é companheira inseparável e cúmplice do marido motociclista. Garupa de muita coragem, de planejamento peculiar, de sensibilidade permanente, de inspiração presente, de percepção privilegiada e de muitas reflexões. Antonela, sobre duas rodas, realizou o sonho de conquistar Ushuaia, no extremo sul da Argentina, enfrentando e vencendo seus medos e toda sorte de obstáculos por mais de 13 mil km.

Quem quiser adquirir o livro acessa o site do casal, onde encontrará as instruções necessárias para a compra.

8° Encontro Papaxão em Duas Rodas - Carazinho RS




Ocontecerá também no final de semana de 6 a 8 de Novembro o 8° Encontro Papaxão em Duas Rodas, na cidade de Carazinho - RS.

Transcrevo o convite na íntegra:

A melhor recepção aos motociclistas do sul do país. Feira de artesanato e produtos motociclísticos. Venda de camisetas oficiais do evento. Gincana, Rally de regularidade, slalon e brincadeiras. Festa no Bier Pub (Sexta e Sábado com Voz e Violão). Festa na Bier Site (Sábado, com a banda Nenhum de Nós). Shows de Wheelie profissional. Local asfaltado e cercado para manobras no evento.

Maiores informações do evento você consegue acessando o site o evento, ou clicando nas imagens para amplia-las.

domingo, 1 de novembro de 2009

8° Moto Show Mercosul em Pelotas



Nos dias 6, 7 e 8 de Novembro, portanto no próximo final de semana acontece em Pelotas o 8° Moto Show Mercosul, idealizado e promovido pelo Moto Grupo Liberdade.

Transcrevo na íntegra o convite:

8º MOTOSHOW DO MERCOSUL PELOTAS
Estamos convidando a todos nossos amigos para mais uma grande festa que faremos, venha prestigiar o evento que foi eleito o melhor do Estado em 2007, estamos trabalhando para fazer um evento melhor que do ano passado! Em 2007 ficamos em 1º lugar no estado, na eleição realizada pelos moto grupos. Nosso encontro é de motociclista para motociclista, queremos que vocês todos sintam-se em casa, queremos dar um abraço em cada um que chegar aqui para prestigiar o 8º Motoshow do Mercosul, porque vocês são razão do evento e as estrelas da festa. Local fechado, no Parque do Sesi com toda infra-estrutura, com segurança. Este ano mais uma vez estaremos servindo um boi no rolete assado inteiro no sábado ao meio dia como recepção. (Não é meio boi).
Teremos o kit opcional mais barato do estado (camiseta promocional, adesivo, janta, boate, camping, três cafés da manhã no QG do evento).
Troféu aos Moto Grupos inscritos.
Inscrição gratuita a todos!

Outras informações, como local, programação e fotos dos eventos anteriores, você poderá ver no site do evento.

sábado, 31 de outubro de 2009

6° Megashow em Melo - Uruguai



Nos dias 12, 13, 14 e 15 de Novembro acontece na cidade Uruguaia de Melo o 6° Megashow, Moto encontro internacional, organizado pelo grupo motomaníacos. Maiores informações, bem como programação completa do evento você encontra clicando aqui.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Acidente Espetacular

Vejam o acidente. É comum acidentes como estes em nossas estradas, decorrente da perda do centro de gravidade. Complicado retomar:

sábado, 24 de outubro de 2009

Na Garupa de um Motociclista... Até o fim do mundo.


Recebemos esta semana com muita alegria a notícia do lançamento do livro da Antonela, esposa do Marcos Catânia (Motoconesul), casal que muito nos inspirou nos nossos projetos de Viagem. O livro dela foi feito sob a perspectiva da garupa, por isto o título “Na Garupa de um Motociclista...Até o fim do Mundo.”, o que significa uma inovação na literatura de viagens de Motocicletas. Ao que me consta, e falo com propriedade, pois sou um colecionador de livros deste gênero, é o primeiro livro de viagens escrito pela garupa. O lançamento e sessão de autógrafos ocorrerão no dia 1 de Novembro, as 15:00 hs, lá no Santander Cultural (sala Oeste). As 17:30 hs os autógrafos (Cliquem no convite para ampliar a imagem com todas as informações do evento).

Em Março recebemos aqui em casa a visita deste casal figuraça, que foi motivo de um post aqui no blog. Nesta ocasião fomos presenteados com uma cópia dos DVDs de suas viagens. Também divulgamos em outro post a viagem deste casal aventura no final do ano passado para Machu Picchu, Titicaca e Atacama.

Agora estamos anciosos para adquirir o livro e reencontrá-los aqui em Porto Alegre.

Bacana Antonella. Parabéns = O livro será um grande sucesso.

Não percam esta oportunidade de conhecer este casal aventura, lá na feira do livro.


Para informações sobre o livro e como adquiri-lo clique aqui.

domingo, 18 de outubro de 2009

Na Patagônia de Rural - Entrevista a RBS TV

No começo da semana passada comentei divulguei aqui no blog a viagem de um jovem casal aventureira pelos confins austrais de nossa américa do sul a bordo de uma Rural Willis ano 1968. Este casal antes de partir concedeu uma entrevista a RBS TV Santa Rosa. Vai abaixo o vídeo:

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

O Pólo Norte deve virar Mar

Mais uma contribuição a conscientização sobre os efeitos do aquecimento Global:

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Aquecimento Global

Para esclarecer um pouco mais as conseqüências do aquecimento global, encontramos este vídeo muito bem feito e didático que aborda o tema de forma completa. Invista 5 minutos para assisti-lo e reflita sobre o tema. A união de esforços por um mundo melhor é possível e fará a diferença. A muito ainda a ser feito. Iniciemos por nós.


Motocicleta: menos efeito estufa


Logo que nos inscrevemos como colaboradores da campanha Blog Action Day, a primeira coisa que nos veio a mente foi descobrir quanto nós motociclistas contribuímos ou agravamos o efeito estufa ao pilotarmos nossas motocicletas.

O tema era polêmico e ao pesquisar na internet encontramos no site motociclismo online um texto de Rafael Miotto, publicado em 31/07/09, muito completo, esclarecedor e recente a respeito do tema. Tomamos a liberdade de postá-lo. Vale a pena a sua leitura:

O CO2 emitido pelas motos corresponde a 1/3 do valor lançado por carros no ar. Se existe uma coisa que pode ser considerada realmente democrática são os gases presentes em nossa atmosfera. Ricos, pobres, homens, mulheres e crianças, todos respiram as mesmas substâncias gratuitamente, sem, às vezes, dar importância. A verdade é que pouco a pouco estamos nos envenenando, como em uma garagem fechada com um veículo à combustão ligado.
Só que em proporções muito maiores, fazemos o mesmo com o precioso ar, responsável por nos manter vivos. Atualmente, energias renováveis e ecologicamente corretas estão em evidência. No entanto, poucas coisas realmente chegam ao mercado. Além disso, às vezes, mensagens erradas são passadas através da mídia, colocando a motocicleta como uma das principais poluidoras. Isso, em parte, foi verdade há tempos atrás. Entretanto, com a introdução do Promot (Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares), em 2002, a história começou a mudar.
"O Proconve (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores) começou há 20 anos. As motos tiveram muito menos tempo para se adaptar, mas agora com o Promot, elas já se igualaram aos carros", esclarece Moacyr Alberto Paes, diretor executivo da Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares). Seguindo os padrões das normativas de poluentes européias, o Promot chegou a sua 3ª fase em 2009.
E com as vendas de motocicletas em alta, no ano passado foram comercializadas quase 2 000 0000 de unidades, é questão de tempo para as motos com as antigas regras serem substituídas. Para melhorar ainda mais, com o lançamento da CG 150 Titan Mix — 1ª moto bicombustível em série produzida no mundo —, os índices caíram mais ainda. Por exemplo, a Mix apresenta números bem abaixo dos exigidos.
Abastecida 100% com álcool, a nova Honda emite na combustão 0,444 g/km de CO (monóxido de carbono). Esse gás é proveniente da queima incompleta de combustíveis e pode matar uma pessoa asfixiada. Ficar exposto repetidamente ao CO causa problemas de visão e cardíacos, entre outros. "Sempre temos preocupação com o meio ambiente e procuramos estar um passo à frente. Por isso, a CG Mix está com níveis bem abaixo do Promot3", explica Alfredo Guedes, engenheiro da Honda.
Mas não é somente o monóxido de carbono que preocupa. Os veículos liberam também hidrocarbonetos (HC), óxido de nitrogênio (Nox) e dióxido de carbono (CO²). Esse último, conhecido como gás carbônico, é vital. Contudo, em excesso, pode ser fatal. De acordo com o Greenpeace, a temperatura média do planeta é de 15ºC e isso só ocorre graças ao dióxido de carbono com o seu efeito estufa. Se isso não ocorresse, a Terra teria por volta de -17ºC.
Entretanto, mesmo parte do gás sendo reciclado pela fotossíntese das plantas, sua produção excessiva causa prejuízos inimagináveis. Quanto mais acumula-se na atmosfera, maior é a retenção do calor solar e, conseqüentemente, aumenta-se a temperatura do planeta. No século passado, a média global aumentou 0,7%. À primeira vista, podemos não nos impressionar com o número. No entanto, caso continue nesse ritmo, o ambiente se tornará mais hostil, com o aumento dos níveis dos oceanos — devido ao degelo — e as tempestades ficarão intensas.
Em relação às emissões de CO², as motos são menos poluentes, comparando-se com os automóveis. Levando em conta a importância desse fator, na Europa, os veículos que têm emissões de gás carbônico mais baixas pagam menos impostos. No Brasil, dados do Relatório de Qualidade do Ar no Estado de São Paulo, realizado pela CETESB (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental), em 2006, esclarecem que um carro flex com motor entre 1.0 e 2.0, emite uma média de 177 g/km de CO². Enquanto isso, uma moto de 150 cm³ ou menos, lança no ar cerca de 54 g/km de gás carbônico.
Ou seja, as motocicletas emitem menos de 1/3 dos valores dos automóveis. Quando fala-se em poluição, outro fator agravante são os congestionamentos. "O pior regime de operação do motor é em marcha lenta", diz Homero Carvalho, gerente da CETESB. "Do jeito que as novas tecnologias estão surgindo, temos um horizonte favorável. Agora dependemos de um custo/benefício mais acessível", acrescenta. Assim, utilizar motocicletas faz bem para seu bolso, devido à economia, e para a saúde. E, no futuro, as emissões devem diminuir ainda mais, preservando a natureza.
Economizando vidas
O excesso de gases estufa na atmosfera, entre eles o CO² (dióxido de carbono), provoca o aquecimento global. Com uma camada cada vez maior de poluentes, os raios solares ficam retidos ao redor do planeta, aumentando a temperatura. Os números obtidos no relatório de análise do ar da CETESB, de 2006, mostram que um carro emite três vezes mais CO², por km rodado, que uma motocicleta.
Isso sem falar, que, com os grandes congestionamentos, os carros levam horas para atravessarem poucos quilômetros. Enquanto isso, as motos já chegaram a seu destino e tiveram seus motores desligados. Esse fator, torna impossível calcular o real benefício ao meio ambiente. Entretanto, você pode fazer a conta de quanto CO² economiza andando sobre duas rodas. Pegue um lápis e veja o quanto. O planeta agradece!
Combustível ruim polui mais
A inspeção veicular de poluentes começou em São Paulo, SP, no início de fevereiro. Das 3 934 motos vistoriadas em um mês e meio, 786 acabaram reprovadas. O número corresponde a 20% do total. Um fator que estava agravando as reprovações foi a má qualidade dos combustíveis utilizados. Assim, a Secretaria do Verde e Meio Ambiente descartou o quesito diluição, que corresponde à queima do combustível.
"No começo estava com uma certa desconfiança em relação às inspeções, mas, percebi que também temos culpa e precisamos nos preocupar com a poluição. É importante manter os veículos em ordem para preservar o planeta", disse Ramatís Piscirilli Ramos, proprietário de uma Amazonas 1600 aprovada na inspeção. Para evitar a reprovação na vistoria, cuidar do meio ambiente e, conseqüentemente, da saúde, é importante deixar a mecânica da moto sempre em dia e tomar muito cuidado com os locais onde abastece.
Promot3
Com a entrada em vigor do Promot3, em janeiro de 2009, os níveis de emissões de poluentes exigidas às motocicletas equipararam-se aos outros veículos. Em alguns casos, chegam a estar até abaixo. E, após o lançamento da CG 150 Titan Mix, os índices da motocicleta rodando com álcool mostram o tamanho do passo que foi dado. É importante lembrar que o Proconve existe há 20 anos, enquanto o programa para motocicletas há apenas 6 anos.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Amigos viajam pela América do Sul de Honda Biz

No dia 02/10/2009 quatro amigos apaixonados por motos saíram de Ribeirão Preto / SP para uma aventura pela América do Sul, de Honda Biz. Isso mesmo, aquela motinha de 125 cilindradas que tem aos montes pelas ruas de qualquer cidade.
"Já fiz esse percurso três vezes com motos grande (1000cc) e média (600c). Não foi o suficiente para aquietar minha vontade. Agora volto de moto pequena", diz Silvio Martucci, empresário.
Ele e outros três amigos, também empresários e membros do motoclube Trovão, acabaram de chegar a cidade de La Paz, na Bolívia.
Silvio Martucci, João Clemente, Antônio Valter (o Cobra) e Vagner Coelho, saíram de Ribeirão, passaram por Londrina, Foz do Iguaçu, Paraguai, Norte da Argentina e finalmente chegaram a Bolívia.
"Agora vamos até o Chile, passamos pelo centro da Argentina, subimos para o Uruguai e entramos no Brasil seguindo por Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, São Paulo e finalmente Ribeirão".
Serão 11 mil quilômetros de viagem, dos quais, até agora, o grupo já rodou 4.700 km. A média é rodar 500 km por dia, o que corresponde a quase um tanque da motinha. É isso mesmo, para a viagem, eles fizeram alterações na moto, para que o bagageiro abaixo do banco virasse mais um reservatório. Com isso a autonomia da Biz subiu para 450 quilômetros.
"Nessa viagem faremos um troca de óleo a cada 2 mil quilômetros e uma de pneu, com 8 mil km".
Quando entrar no Chile, o grupo vai atravessar o deserto do Atacama, como se diz na gíria dos motociclistas, "numa tocada só". "Vamos rodar 890 quilômetros sem parar. Vai ser, talvez, o trecho mais cansativo, pois não tem onde parar nesse deserto".
A velocidade de cruzeiro dos quatro aventureiros, em suas motocas vermelhas, é de 70 km/h. "Se tudo correr bem, dia 5 de novembro estaremos de volta. Em algumas cidades esperamos parar para curtir mais a viagem".
Para passar um mês longe de casa, um bagageiro ajuda a carregar os quase 50 kg de bagagem, entre roupas, remédios e alguma comida. "Como já conhecemos o trecho, já temos nossos pontos de paradas pré-estabelecidos. Sabemos onde vamos comer e dormir".
Serão picos de temperaturas que vão de 30ºC a -8ºC, em lugares próximos ao mar ou no alto das montanhas. "Por isso as motos são todas com injeção eletrônica, para não termos problemas com a altitude".
Para o retorno, além de fotos e histórias para contar, fica a expectativa que Silvio, finalmente, tenha saciado sua vontade de viajar de moto pela América do Sul.

Matéria extraída do site Rock Riders cuja fonte é o Jornal da Cidade de Ribeirão Preto

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Patagônia de Rural


Desde o dia 30 de Setembro está sendo realizada a viagem denominada “Patagônia de Rural”, protagonizada por um jovem casal aventureiro, Carlos Gustavo Knebel e Inajara Trentin, que resolveu empreender esta maravilhosa viagem de Rural Willys para os confins austrais de nosso continente. Eles estão constantemente divulgando através de posts em seu muito bem organizado blog o relato da viagem. Por ser um veículo muito antigo, afinal é uma rural 1968 (já tem 41 anos), a viagem ganha ingredientes de adversidades e surpresas, uma vez que a Rural batizada de Úrsula prega suas peças. O roteiro é muito parecido com o nosso, efetuado na Viagem ao Fim do Mundo, e acompanhá-los é a maior curtição. Está sendo ótimo revisitar, através de seus olhares lugares que passamos a menos de um ano. Fiquei também orgulhoso em saber que o casal leu o nosso blog na íntegra e quem sabe ele possa ter servido para auxiliá-los no seu planejamento. Vamos continuar acompanhando estes aventureiros e torcendo para que a viagem seja repleta de êxito.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

35° Procissão de Nossa Senhora Aparecida em POA


Apesar do tempo ruim, chuvisqueiro e tempo fechado, resolvi encarar a 35° procissão motociclista de Nossa Senhora de Aparecida. Nunca havia participado e minha curiosidade falou mais alto que os apelos do conforto.

Logo na saída de casa, grupos de motociclistas já se dirigiam ao local. Lá chegando já havia uma grande aglomeração de motos. Estacionei, fotografei, filmei e logo muito mais motos chegaram ao local.

Como em toda a aglomeração de pessoas, você vê de tudo, e não poderiam faltar os idiotas e imbecis. Idiota rico, idiota pobre, idiota com moto grande, idiota com moto pequena, idiota para todos os gostos. Principalmente aqueles que ficam fazendo piruetas achando que estão agradando. E o pior que acabam agradando muita gente (outros idiotas certamente).

Mas também vemos demonstrações de fé e entusiasmo pela padroeira do Brasil. Entusiasmo também da população que adora ver as motos passar e com elas se emocionam. Estima-se a participação de mais de 3.500 motociclistas.

Enfim: muita fumaça, muita buzina, muito ronco de motores e muita gente: valeu.


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